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sábado, 4 de setembro de 2010
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Páginas viradas de um passado não ultrapassado : O Holocausto

Categoria: Literatura
Autor: Monica Yvonne Rosenberg

N° Páginas:

164
Edição:
ISBN: 978-85-88698-46-8
Preço Sugerido: R$ 43,00
Dimensão: 14 x 21 cm
Descrição: PÁGINAS VIRADAS DE UM PASSADO NÃO ULTRAPASSADO: O HOLOCAUSTO. Monica Yvonne Rosenberg é herdeira e testemunha de uma das maiores tragédias coletivas da história da humanidade – o holocausto judeu durante a brutal ditadura nazista na Alemanha de Hitler. Seu testemunho pungente, sensível e perspicaz é uma forma ao mesmo tempo profunda e delicada de lidar com esse tipo de memória. As lembranças são terríveis e quem não viveu os momentos pelos quais ela e seus ancestrais passaram pode ter a ilusão de que aquela experiência foi uma exceção à regra, uma anomalia que precisa ser relegada ao esquecimento, mas o oblívio nada purga nem redime. Os escritos deste livro impressionam pela naturalidade com que a autora narra a brutalidade, a frieza e a desumanidade dos algozes, sim, mas como algo que faz parte do cotidiano: a dolorosa transformação da dor e do medo em rotina, o convívio com o monstro que encurrala os inocentes no escritório, em casa, na rua, no café e até mesmo no mais íntimo de suas almas e de seus corações. Como outra judia, a filósofa alemã Hannah Arendt, a narradora destes quadros do cotidiano de antes do conflito, da guerra propriamente dita e de depois do armistício traz para a vida corriqueira, que flui nas padarias, nas salas de estar e nas platéias das casas de entretenimento, o retrato em movimento da banalização do Mal e da persistência silenciosa e quase imperceptível do Bem, que brota no meio do sofrimento como uma flor no pântano, um quase invisível e aparentemente indefeso arbusto que nasce e persevera nas fendas dos monólitos.


José Nêumanne Pinto, poeta, escritor, jornalista e comentarista de rádio e televisão.
Apresentacao:
Quando iniciei este livro, pensava em somente trazer à luz fatos, histórias, momentos verdadeiros vividos por pessoas reais. Percebi que muitas pessoas, mais do que eu jamais imaginara, desconheciam fatos que ocorreram
nestes tempos pré e pós-guerra. Amigos meus, gente com quem eu convivia há anos,
desconheciam o que para nós em casa eram conversas do dia-a-dia. Foi aí que eu comecei a achar que este livro poderia relembrar ou mostrar tristes verdades, aos jovens que desconheciam quase tudo do que acontecera naqueles tempos difíceis. Ficou claro para mim, que estes fatos não deveriam nunca ser esquecidos, sob o risco de poder, em algum momento, acontecer em outros lugares e com outras pessoas.
No início, pensei em manter uma total neutralidade entre alemães judeus e alemães arianos, sendo estes, nazistas ou não. Achava que insuflar mais ódio ou tristezas, não seria positivo para ninguém que sofrera de um ou do outro lado. Entretanto, não me foi possível agir desta maneira.
A realidade se impôs e eu tive que mostrar as maldades nazistas antes, durante e pós-guerra. Apesar de ter encontrado pessoas boas e neutras entre os alemães arianos, foi impossível justificar os atos desalmados, e verdadeiramente cruéis ao extremo, dos nazistas, fascistas e simpatizantes.
O horror de ouvir uma campainha e não saber se aquele som anunciava a sua sentença de morte, é algo que ultrapassa todos os limites do respeito humano.
Fico até hoje, e acredito que para sempre, marcada por saber que o homem pode em sua essência chegar a se portar como um irracional. Como sempre dizem, nem os animais matam sem motivo. Eles precisam estar famintos para chegar a matar.
Outro fato, que me causou espécie, foi o total desconhecimento de que muitos judeus chegaram a lutar contra os alemães durante a guerra. Quando os judeus fugiram da Alemanha, muitos se alistaram nos países que os acolheram e enfrentaram os alemães em campos de batalha. Isto deve ter sido muito duro para os judeus alemães que tinham raízes germânicas de centenas de anos e se consideravam tão alemães quanto os próprios.
Espero que este modesto livro de histórias reais me ajude a passar a mensagem, de que a paz entre os povos é o caminho certo e que nunca deveremos esquecer o passado, para que este jamais volte a nos assombrar. 
Sumário: Coordenação Editorial: Silvia Bruno Securato
Revisão: Nilza Banhato Dimambro
Capa: Elisabete Galdi Roversi
Diagramação: Tarlei E. de Oliveira

Sumário
Agradecimentos
Ao leitor
Emil Rosenberg
Prefácio
Apresentação da obra

Pré-guerra
Que bons tempos aqueles em que tudo era felicidade!
A deusa da Bugatti
Os ciganos em Berlim e suas influências
Agradecimento ao povo brasileiro
Eintopf – O prato de todos os dias
Desrespeito dos nazistas
A educação básica alemã
O que é o bem e o que é o mal

Guerra
Friends, baby, a melhor amiga da família
A vigilância da águia
A procura pela afinidade
Como os climas afetam os judeus do mundo através
do meio ambiente
O blackout de 1943
O jantar do compromisso
O coelho e as ervas
Estratégia nazista
O Museu de Terezin
Terezin, o inferno perto de Praga
Patton, o general dos generais

Pós-guerra
Quando vi Berlim pela primeira vez
Petersberg – meu paraíso infantil
O castigo americano ao povo germânico
As Fräuleins importadas
A fuga da águia para a América Latina por submarinos
O desamor aos pastores alemães de Hitler e Eva Braun
O sal da terra alemã
Coincidências – 1935 – o impossível é possível

Atualidade
A queda do Muro de Berlim
O nazismo desde a guerra até o mundo de hoje
A Alemanha de hoje
Serpentes
A saga da liberação da alma
Bibliografia